Clientes da Unimed

Clientes da Unimed Paulistana

No acordo firmado esta semana entre o sistema Unimed e os órgãos de defesa do consumidor, foram contemplados apenas planos individuais/familiares ou empresariais de até 30 vidas porque considerou-se que os clientes desses planos são mais vulneráveis e enfrentariam mais dificuldades para serem transferidos para outras operadoras.

A Unimed Paulistana, porém, enviou questionamento à ANS para que a agência informe como fica a situação dos planos coletivos por adesão e empresariais com mais de 30 vidas. Mais de 400 mil clientes estão nessa situação –o que representa mais de metade de todos os clientes da operadora.

“Em nenhum momento se anunciou se o encerramento da alienação serviria para eles, bem como se participariam da portabilidade extraordinária. Até o presente momento, temos vidas referentes a este tipo de segmentação”, disse a empresa, em nota.

Segundo a ANS, assim como fez a Qualicorp, as outras administradoras e as empresas que contrataram a Paulistana para seus funcionários estão negociando e transferindo os clientes para outras operadoras.

Assim, para esses casos, não há um acordo específico firmado. Os clientes precisam esperar que a administradora ou a empresa em que trabalham apresentem soluções para seus casos.

Falta de atendimento apressou acordos

A venda, ou alienação da carteira da Unimed Paulistana, era a primeira opção da ANS para tentar retirar a operadora do mercado sem prejudicar muito os clientes.

Na falta de interessados, o passo seguinte seria a oferta pública, um tipo de leilão, dos contratos. Apenas se essa etapa não tivesse sucesso é que a agência determinaria a portabilidade especial ou extraordinária dos planos.

Os constantes problemas enfrentados pelos clientes da Paulistana, porém, acabaram mudando a forma como a agência lidou com esse processo.